Património - Património Civil | Cadaval Cativa

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Quintas

As quintas são testemunhos arquitectónicos da definição de um espaço de sociabilidade rural que foi predominantemente dominado por uma aristocracia.

As quintas são símbolos de nobreza de origem rural, que buscam o reconhecimento do seu estatuto na corte lisboeta, onde viviam à sombra dos favores régios assim como de cargos administrativos e militares no seio do aparelho estatal. Todas as quintas do concelho apresentam marcas distintivas do estatuto social dos seus possuidores, o brasão.

 

Quinta do Gradil

A Quinta do Gradil é considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga herdade do município do Cadaval. Com referências históricas do final do séc. XV, a Quinta do Gradil orgulha-se do seu Palácio setecentista, um importante marco histórico da região. Da história da propriedade constam ainda nomes como o do Marquês de Pombal, que a terá adquirido por ocasião do movimento que, a partir de 1760, levou à ocupação de terras municipais. A ligação da Quinta do Gradil com a cultura da vinha é conhecida desde então. Da propriedade de 200 hectares destacam-se 120 hectares de vinha plantados com variadíssimas castas, portuguesas e estrangeiras. E é desta imensidão de vinhas que nascem os vinhos da Quinta do Gradil, que hoje compõem um portfolio diferenciado e de qualidade ímpar. A paisagem compõe-se ainda com a nobre Capela junto ao Palacete, com um núcleo habitacional, com a adega e, mais recentemente, com o nosso Restaurante. A Quinta do Gradil reúne as condições para eventos vínicos, dispondo de um Restaurante e de uma Sala de Degustações.

 

Quinta do Fidalgo

Com uma localização perfeitamente urbana na vila de Cadaval, a sua edificação remonta aos séculos XVII e XVIII com características barrocas, certamente anterior ao ano de 1645. Tem um uso residencial e agrícola. O proprietário da quinta, Dr. Duarte Alves de Abreu, que se encontrava preso em Lisboa, pediu em 1645 aos seus testamenteiros que construíssem uma capela em devoção a Santo António. Tem um brasão (no arco do portão que dá acesso ao pátio da quinta) colocado em 1717 pela família Albuquerque Coelho de Carvalho (que detinha esta quinta nessa altura). O brasão esquartelado tendo sido dividido em quatro partes: no primeiro quartel estão inscritas as armas do reino; no segundo, a flor-de-lis; no terceiro, é representada a figura de um leão que patenteia, contudo, tem dois erros heráldicos: o leão está voltado para a direita, em vez de se orientar para o lado esquerdo, e o corpo do leão não tem riscas; no quarto quartel está uma figura inscrita que pretende representar o Carvalho.

 

Quinta do Cidral e Quinta do Vale

Atualmente a Quinta do Cidral, situada na freguesia de Alguber, foi restaurada e hoje em dia é um lar de terceira idade. A Quinta do Vale, situada na freguesia do Peral, possui dois edifícios habitacionais, um deles, alpendrado, tem no seu interior um pequeno altar. No exterior deste edifício pode-se observar um bonito relógio de sol com a data de 1797 nele inscrita. A outra habitação é mais recente, datada numa das paredes exteriores de 1873.

 

Quinta de são Lourenço

Localiza-se perto da localidade de Peral, edificada numa pequena elevação com o mesmo nome, monte de São Lourenço. É composta por um antigo edifício habitacional, capela e dependências. A quinta de São Lourenço em conjunto com as quintas de Varatojo e Dagorda faziam parte do morgado dos Gorjões. Diz-se que, em tempos, terá existido no interior da quinta uma necrópole, até porque já foram encontradas ossadas. Atualmente, pensasse que as ossadas estão relacionadas com a capela, que terá sido a primeira igreja da aldeia de Peral e, consequentemente, os habitantes da localidade terão sido lá sepultados.

 

Quinta de Santo António

A quinta é uma construção recente, situada na freguesia do Peral. Possui uma ara de cerca de seiscentos hectares, é a maior propriedade do concelho. A actividade agrícola divide-se pelas explorações florestal, frutícola e vinícola. É de salientar esta quinta, pois é o testemunho de um modo de sociabilidade rural não é muito frequente na Estremadura. Na medida em que possui um núcleo residencial com as dependências anexas e um bairro de operários que corresponde a um alinhamento de pequenas casas com um piso e traça idêntica. Do ponto de vista artístico e arquitetónico não apresenta nenhum espaço de realce. De destacar a existência de um brasão colocado no arco do portão de acesso à quinta, um relógio de sol existente no pátio interior e um valioso espólio etnográfico.

 

Quinta D. Amiga ou Quinta da Vila

Atualmente desta quinta ratam-nos apenas as frágeis ruínas dos edifícios, abandonados e impotentes para resistirem aos malefícios do tempo. Hoje é um mato rasteiro e daninho que mal deixa ver a alameda fresca e deliciosa que despertou o melancólico sentimento do amorna prosa romântica de Júlio César Machado.

 

Quinta da Boavista, Porto Nogueira e do Vale

Foi António Fialho, quem comprou a propriedade dos baraçais e construiu um conjunto de casa térreas, um solar e uma adega majestosa, dando-lhe o nome de Quinta da Boa Vista. Mais uma das quintas pertencentes à freguesia de Alguber é a quinta Porto Nogueira, esta foi pertença dos fogaças desde a segunda metade do século XVIII até 1979.É composta por um edifício residencial, celeiros e outras dependências. Situada perto da localidade do Peral encontra-se a Quinta do Vale, cuja origem remonta aos séculos XVIII e XIX. É constituída por dois edifícios habitacionais. O edifício antigo tem um relógio de Sol datado de 1797, o edifício mais recente (1873) é composto por dois pisos.