Culture - Lendas e tradições | Cadaval Cativa

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TRADITION 'PINTAR E CANTAR OS REIS'

This tradition, a ritual with medieval origin that combines Arabian influences with the pagan rituals from the Roman Era, lasts until the presente day in the mountainous villages of Avenal and Pereiro, that on the night of the 5th to the 6th of January will, indepently of being cold or rainy, celebrate the Pintar e Cantar dos Reis.

Trata-se de um culto com origens medievais, conjuga influências árabes, com cultos pagãos da época romana. A celebração pretendia ser um voto de felicidade para o novo ano, que tinha início a 6 de Janeiro no calendário romano.

O Pintar e Cantar os Reis tem sofrido várias mutações ao longo dos tempos, geralmente associadas a acontecimentos marcantes. Na sequência da implantação da República, deu-se a introdução do “M” (Magos) na Sigla “BR”, de modo a evitar conotações monárquicas. E, por exemplo, com o 25 de Abril deu-se a integração das mulheres no grupo dos cantores das sociedades, foi retirada ou dissimulada dos desenhos a estrela do oriente, com receio de conotações políticas e, a mutação mais significativa, a celebração deixa de ser privada e isolada para se transformar numa festa participada por todos os que dela queiram fazer parte.

Assim, na noite de 5 de Janeiro um grupo de populares percorre as diversas ruas e casas de cada uma das aldeias, cantando versos alusivos ao novo ano que inicia e aos proprietários das casas por onde passam. Com maior ou menor improviso, a jocosidade está sempre presente nos versos cantados aos proprietários das casas.

Paralelamente, um outro grupo – munido de lanternas ou candeias, de pincéis e latas de tintas ou mesmo usando sprays – vai pintando, nas casas, os símbolos tradicionais que não só assinalam a passagem da secular tradição por aquele local, como ainda representam votos de bom ano e de prosperidade aos respetivos habitantes.

Como manda a tradição, durante o percurso, alguns moradores abrem a porta de suas casas, ofertando os reizeiros com comida e/ou bebida, com vista a renovar forças para continuar o percurso. A comemoração termina com um almoço convívio, no dia seguinte ou no fim de semana seguinte, consoante a aldeia, organizado pelas associações locais.

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